Caso aconteceu em Estrela do Sul durante as eleições do segundo turno
Pedro Popó
Jornalista
Um vídeo em que mostra um gesto humanitário praticado por um policial militar em Minas Gerais ajudando uma idosa numa cadeira de rodas está emocionando os internautas e já foi visualizado por milhares de pessoas. O caso aconteceu no domingo, 25 de outubro, em Estrela do Sul, uma cidade com pouco mais de seis mil habitantes, no Triângulo Mineiro, durante as eleições do segundo turno.
O gesto, que traduz compaixão e amor ao próximo, aconteceu pouco antes do meio-dia, na Rua Padre Júlio, perto da Igreja Matriz, que fica numa ladeira. O policial militar trafegava pela via pública quando avistou no sentido contrário da pista, uma subida íngreme, uma idosa exausta empurrando, com dificuldade, uma cadeira de rodas na qual estava outra anciã, cadeirante há muitos anos.
Ao avistar a ambas e quem empurrava a cadeira de rodas, com a dificuldade na condução do equipamento, o policial militar desembarcou da viatura e conduziu a cadeirante até a casa das duas. Uma pessoa não identificada, que assistiu à cena, filmou o ato e o divulgou. Com a divulgação, o vídeo chegou ao comando do batalhão ao qual o profissional atua, que o publicou na conta do instagram.
A reportagem identificou e conversou com o policial militar. Trata-se do capitão Tiago Rodrigues Duarte, 43 anos, que atua no 53º BPM em Araguari, ao qual o pelotão de Estrela do Sul é subordinado. Segundo ele, a guarnição estava na cidade fazendo a supervisão da atuação da PM durante as eleições e ao descer pela via pública avistou uma idosa conduzindo a outra numa cadeira de rodas.
“Eu avistei as duas e desci da viatura para ajudá-las, e empurrei a cadeira de rodas daquele lugar até a residência delas. É a compaixão. Eu me coloquei no lugar daquelas pessoas”, contou o policial militar, ao salientar que aquela cena o sensibilizou muito. O capitão atua no batalhão araguarino há muitos anos e ingressou na PM em Belo Horizonte, em 2013 e de lá veio para a região.
As idosas moram na saída da cidade, a quase meio quilômetro do lugar do fato e já haviam percorrido, do local onde votaram no Centro da cidade, até onde onde foram avistadas pelo policial militar, aproximadamente um quilômetro. “Se fosse preciso, eu faria tudo de novo. Nosso papel é também ajudar as pessoas que precisam e eu ajudei”, enfatizou o capitão em entrevista ao repórter.
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